A ANCEC tem, entre suas premissas, a promoção da área cultural através de realizações de projetos como os espetáculos teatrais “O Beijo no Asfalto”, “Bonitinha, mas Ordinária” e mais recentemente "Valsa nº 6", todos de autoria de Nelson Rodrigues. Para isto criou seu braço especializado: A ANCEC Cultural.
Os projetos foram escolhidos como forma de valorizar a dramaturgia nacional e manter a viva a memória de Nelson, o maior dramaturgo Brasileiro e ícone de nossa cultura.
O Beijo no Asfalto foi encenado em 2015, com direção de Marco Antonio Braz e contou em seu elenco com os atores Marcos Breda e Pedro Paulo Eva. A obra, encenada pela primeira vez no ano de 1961, narra a história de Arandir, bancário recém casado que testemunha um atropelamento e concede ao moribundo sua última vontade: Um beijo na boca. O ato é flagrado por seu sogro Aprígio e por Amado Ribeiro, um reporter policial sensacionalista, que faz do ato um escândalo social, que conduz a um trágico e surpreendente desfecho.
Bonitinha, mas Ordinária
foi dirigida por Luis Artur Nunes no ano de 2018,
e ficou em Cartaz por dois anos, com apresentações m São Paulo,
Rio de Janeiro e Guarulhos. O elenco contou com Cal Titanero,
Josias de Souza, Pedro Paulo Eva, Adão Filho, Thaisa Pelosi, entre outros.
O texto, encenado pela primeira vez em 1962,
parte de uma frase - atribuida ao escritor Otto Lara Resende -
“O mineiro só é solidário no câncer” que alucina e corrói quase todas as personagens,
e onde estão presentes os elementos recorrentes de seu autor:
a sofreguidão dos desejos reprimidos,
a degradação moral como um fim em si mesmo,
a ambição desenfreada e a corrupção sem limites.
No ano de 2021, em função da paralisação imposta pela pandemia, a ANCEC realizou, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos e a produtora Pier 66, a microsérie Éden 20 63. A série foi inspirada no universo Rodrigueano e todos os episódios podem ser vistos aqui
Valsa nº 6 estreou no ano de 2023, com temporadas em São Paulo e Guarulhos, com direção de Mauricio Spina e protagonizado por Gabi Mendes. A peça, único monólogo escrito pelo autor, é constituída pela narrativa fragmentada e angustiada de Sonia, uma garota de 15 anos, evocando seu suposto assassinato. Em sua busca para saber quem é e em que lugar se encontra, a menina dá vozes a outras personagens que povoam seu inconsciente: Seus pais, o médico da família e Paulo, por quem se diz apaixonada, além das comadres da vizinhança.
Em 2025, a ANCEC criou sua primeira peça
de criação própria com dramaturgia de Mauricio Spina,
o espetáculo “Juízo Final”
que teve uma excelente temporada no Teatro Commune em SP.
A peça é uma sátira sobre o fim do mundo,
quando um homem e uma mulher acordam
no que parece ser uma clinica de reabilitação.
Sem lembrar como foram parar ali,
eles se deparam com figuras alegóricas de Deus
e o Diabo e percebem que estão numa espécie de julgamento final.
Juízo Final
Juízo Final
Juízo Final
Valsa nº 6
Valsa nº 6
Valsa nº 6
Éden 2063
Éden 20 63
Éden 20 63
Bonitinha mas Ordinária
O beijo no Asfalto